terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Pra quê serve o Carnaval?






pra postar no blog...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Estação Experimental




ah... eu gostei

Banalização

Alguém lembra da época em que as bundas foram banalizadas?
acho que pouca gente entendeu o que é banalizar...
é tornar comum, normal...
é tornar o crime normal,
qualquer coisa que tenha uma característica mais forte e sincera em algo que a
gente encontra em qualquer lugar, algo que pode ser falado de qualquer jeito...
vou medir as palavras;
mas o que quero dizer é que: banalizaram as igrejas.
não levamos mais a sério os crimes e as igrejas.

ponto

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Asco



Jornalista é tão previsível...
Advogados são previsíveis... Psicológos, Engenheiros (Civis, Florestais, Agronômos), Arquitetos, Publicitários, todos aqueles que fazem questão de colocar e definir um título abaixo do nome são previsíveis.
Egocêntricos são previsíveis.
Você sabe o que essas pessoas leram, o que elas vão falar no diálogo seguinte, o que elas vão observar numa Galeria de Artes, ou se elas vão recusar uma ida à Galeria.
Eu não sei o que é pior, saber tudo superficialmente, ou saber uma coisa só profundamente, mas o que eu penso é que quem sabe uma coisa só profundamente é muito chato.
Talvez, eu não saiba muitas coisas superficialmente, e é certo que eu não sei nada profundamente, mas eu sei é que eu não quero me tornar uma chata, tecendo teorias universais sobre qualquer coisa, como se fosse a coisa mais certa do mundo. O que eu digo é o que eu acho, o que eu penso...
E eu penso é que eu não quero definir o que penso em uma palavra só, em um único termo, tampouco, não quero que as pessoas saibam o que eu penso, nem como eu vou dar meu próximo passo... Só gostaria que elas soubessem da minha boa vontade em ir ali, na praça, tomar um sorvete, conversar muitas coisas, e rir mais que falar.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Super recebendo


Estou aqui com a finalidade de receber um super selo que a super Franzoca, rainha dos gnomos, fadas, duendes, pessoas problemáticas que frequentam igrejas ocultas, de loucos, de monstros do armário, fantasmas da Uf..., ops... e minha fã... digo amigona!
beijoooooooooooooooooo Fran...

num repasso pq sei que os linkados aqui do lado não são chegados nessa história... mas declaro meu carinho à cada amigo de coração para coração!

domingo, 24 de agosto de 2008

Para não esquecer


Ao perceber que tudo o que existe antes é construído, assim como o que há de vir, é importante registrar os fatos, fotografar, gravar, filmar, gravar músicas, anotar, ter diários. É isso que constrói o nosso passado.

Que a memória é curta é quase um clichê de época eleitoral, mas sim, é preciso lembrar todo dia que a memória é curta, que eu já não lembro hoje da comida de ontem, do seu sabor ou se ela me fez bem ou mal. O fato é que sempre lembramos do que é ruim, de que comida nos fez mal e raramente nos lembramos que todo dia a comida nos faz bem, e não lembramos dos detalhes do dia ou da noite.

Esse rodeio todo desemboca numa música chamada "Eu não sei dizer te amo", que me faz lembrar exatamente o que senti há um bom tempo atrás, quando tudo era novo e quando nascia um sentimento muito novo e muito bom pra mim, um sentimento de libertação.

Não sou totalmente livre, mas sei que posso ser, sei que isso é possível, também que existem muitas coisas além dos dias que vivi, que existem muitas coisas boas e ruins muito além do que eu possa imaginar, consumir, provar e arrepender.

Sempre penso em fazer um diário, um caderninho com anotações, nada de computadores, blogs, notebooks... uma simples anotação, do que senti naquele instante, naquele entardecer.

Minha memória é muito curta, mas eu sei o que senti quando me dei conta de que haveria uma festa de aniversário para comemorar meus 5 anos, me lembro do que senti quando um professor me elogiou enquanto eu apresentava um trabalho de faculdade... lembro-me também do que senti quando soube que ninguém sabia para onde minha mãe tinha ido.

Lembro, do dia que meu pai me recusou um abraço. Lembro muito de muita coisa. Lembro-me até mesmo do cheiro dos frangos na cozinha do restaurante do meu pai. Lembro de quando a mulher do meu pai me fazia dormir no banheiro, a fim de não provocar ciúmes na minha mãe-vó.

Lembro de quando eu imaginava algo bom, sem saber que seria possível.

Lembro da tranqüilidade com que recebi um amor, no aeroporto... sim eu recebi um amor no aeroporto. Lembro da vista de um mirante... lindo...

Eu lembro, mas eu só sinto com um incentivo a mais, uma música, uma foto...

Eu lembro todo dia do desejo de amar que eu sinto, que preciso sentir.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Latas e litros de paz teleguiada...

Há alguns anos eu ouço músicas que nos fazem alertar pro que está acontecendo do lado de fora, estar ligado a tudo o que eles tem pra oferecer...
Imaginando fora do que a gente pensa que realmente acontece... nos últimos tempos eu li uns livros que meio que projetam o que pode e/ou deve acontecer em cinqüenta anos... mais ou menos a sensação que eu tinha em 1995, quando fosse o ano 2000. Não sei se pela forma, pelo jeito do número... eu não sei o que o "2000" tinha... mas ele sempre me remetia à macacões prateados... não aqueles de astronauta, mas aqueles que uniformizam as pessoas... e então... depois de ler Admirável Mundo Novo, 1984 e assistir V de Vingança, eu misturei tudo direitinho e deu no seguinte:

Acredito que aquele 2.000 que eu imaginava chegou mesmo, com todo o controle que se poder exercer... existe câmera onde você menos pode imaginar... Outro dia eu tava conversando com uma amiga que trabalha no Ciosp (naquele lugar onde deve-se ligar quando é necessário chamar a polícia ou alguma outra emergência) descobri que aquelas câmeras espalhadas pela cidade funcionam mesmo, e eles flagram cenas bizarras... vez ou outra elas dão problema, mas é sempre possível acompanhar o movimento... isso sem contar tudo aquilo que a gente assiste, e as pessoas nem imaginam que foram filmadas.
Todos usamos um tipo de uniforme. Moda é uniforme. Moda é um meio de uniformizar as pessoas, estamos sempre com roupas meio parecidas, senão iguais mesmo, ainda mais quando se compra na "Marisaaaaa". Outro uniforme é o de trabalho. Muitos lugares adotam o uniforme, no meu trabalho mesmo tentaram implantar, eu desisti dele, muito feio. Pouco a pouco estamos nos uniformizando, inclusive em pensamento.

O partido citado em 1984, em V de Vingança são esses de hoje, com a diferença que hoje são muitos, logo ali, no futuro será apenas um. As camadas sociais estão cada vez mais condensadas... daqui a pouco classe média vira alta mesmo, a alta vira O partido, e os seres humanos normais viram os proles de 1984 ou os selvagens de Admirável mundo novo. (Que aliás eu tenho um preconceitozinho pq a Pitty leu e transformou em uma das grandes farsas que conhecemos).


Hoje no caminho pro trabalho eu li a seguinte frase "Ora que melhora", dentre outras frases... "Sou católico, minha bíblia é completa"... enfim... muitas frases parecidas e imediatamente lembrei daquelas frases de ordem de "1984", de dedicação ao Grande Irmão.
O pensamento paralizado é a grande marca do futuro (e o futuro já começou...) ... o meio ambiente do futuro já está diante de nós...
e o Google... bem... o Google sabe tudo o que eu acessei, vi, escrevi, o que me interessa, e os assuntos que mais me chamam a atenção.
Talvez, o que eu disse seja tudo muito óbvio, mas acho que é muita informação, (muito mp3, mp4, ipod, laptop, tv de plasma, celulares em evolução, muitas roupas, muitos sapatos, muitas bolsas, muitos sites, muito google) que não permite que eu lembre disso tudo todo dia.